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A cidade de Brodowski

18 MAR 2018
18 de Março de 2018

Localizada na região nordeste do Estado de São Paulo, a cidade de Brodowski, berço do grande pintor Candido Portinari, tem sua história estreitamente ligada aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século XIX. Em 1873 foi iniciada a construção do trecho de ferrovia que ia de Campinas a Mogi-Mirim, com ramal até a cidade de Amparo, e, mais tarde, até as margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca.

Cortando as terras da Fazenda Belo Monte, entre Jardinópolis e Batatais, a estação “Engenheiro Brodowski” – mais tarde apenas “Brodowski” – foi inaugurada em 5 de setembro de 1894. O nome é uma homenagem ao engenheiro polonês Alexandre Brodowski, responsável pelo encaminhamento do pedido, juntamente com outros fazendeiros da região, à Cia. Mogiana, e pela construção da estação.

A partir de então, no entorno do barracão começou a crescer um povoado, mas a cidade só teve sua emancipação política em 22 de agosto de 1913, por meio da Lei nº 1381, momento em que foi elevada à categoria de município. Atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população da cidade é de 21.107 habitantes.

Entre os principais expoentes brodowskianos, além de Portinari, está o jurista, escritor brasileiro e ex-Ministro da Justiça no governo Sarney (1985-1990), Saulo Ramos. O surgimento da cidade de Brodowski está ligada aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século XIX. Em 1873 foi iniciada a construção da ferrovia Campinas a Mogi-Mirim, com ramal até a cidade de Amparo, e, mais tarde, até às margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca.

alexandre brodowski

Alexandre Brodowski

Os trilhos cortaram as terras da Fazenda Belo Monte, entre Jardinópolis e Batatais, após a inauguração da estação de Batatais em 3 de outubro de 1886 com a presença do imperador D. Pedro II e sua esposa a imperatriz Teresa Cristina. O dono da fazenda, coronel Lúcio Eneas de Melo Fagundes, propôs à companhia a doação de área em suas terras para a construção de uma estação, ação apoiada pelos vizinhos do coronel, a Cia. Mogiana recebeu com simpatia a ideia. O inspetor-geral da Cia. Mogiana na época, o engenheiro polonês Alexandre Brodowski foi o responsável pelo encaminhamento do pedido e pela construção da estação e em 5 de setembro de 1894 era inaugurada a estação com armazém e pátio de manobras que recebeu seu nome em homenagem.

No local da estação começou a crescer um povoado, que viria a ser o município de Brodowski. A emancipação da localidade, elevada à categoria de município, se deu através da Lei n.º 1381 em 22 de agosto de 1913. Na oportunidade, era presidente do Estado Francisco de Paula Rodrigues Alves e secretário do Interior, o Altino Arantes.

Planejamento

Brasão de Brodowski

Planejada para atender a produção cafeeira, a centenária Brodowski, nasceu no entorno dos trilhos da estação ferroviária, vendo o ir e vir da imigração italiana, carregada de esperança de um futuro que se tornou promissor.

A cidade, que posteriormente passou a ser conhecida como a “Terra do Abacaxi”, hoje já não mais produz os ricos frutos que estampam sua bandeira, porém, conserva a memória de ser o berço do maior pintor brasileiro – Candido Portinari, homem de fortes pincéis denunciantes,  que ao mundo apresentou sua terra, seu país. Por este expoente das artes plásticas, nossa terra tornou-se conhecida internacionalmente.

Brodowski: terra de largas ruas, céu de um azul singular e inspirador e de noites estreladas é sinônimo de um povo acolhedor que traz em sua alma a paleta das cores de uma nação.

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